sexta-feira, 2 de maio de 2014

Púlpito e Ética

Olá queridos, depois de uma sexta daquelas muito bem trabalhada, comecei a meditar e lembrar do meu velho e sábio pai, o qual tenho uma grande referencia de homem, marido, pai, cristão...Em seus 91 anos, nunca escutei nenhuma palavra negativa a seu respeito. (sou babão mesmo, e muito apaixonado com meu velho.rsrsr) Então, nessas lembranças, lembrei me das suas respostas as minhhas muitas perguntas a ele feitas. E uma delas foi sobre politica partidária e Igreja. (ele um exímio pregador e proclamador da Palavra de Deus, e totalmente contra politica dentro das igrejas.) Nisso quero partilhar com vcs a questão PÚLPITO e ÉTICA. A palavra ÉTICA Vem do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). São princípios e valores morais que norteiam uma sociedade ou alguma disciplina específica. Já PÚLPITO vem de "pulpeto". Do lat. "pulpitum". Também: Tribuna, estrado. Local elevado de onde fala um orador, geralmente dentro de um templo religioso. Portanto essas palavras, trocando em miudos seria nada mais do que regras que norteariam a administração e o funcionamento da pregação numa igreja cristã, que tristemente, nos dias de hoje, vivemos um empobrecimento da prédica; os sermões têm deixado muito a desejar. Os pregadores não têm se portado à altura do ofício divino da pregação bíblica. Logo, por força dessa falta de valores as igrejas têm perdido sua identidade cristã, tornando-se auditório comum e secular. O púlpito não deve ser tribuna de auto-promoção. Há mensagens que não passam de bajulação disfarçada ou de egolatria exacerbada. Prega-se o homem, não a Cristo. Prega-se o servo, não o Senhor. Prega-se a obra de Deus, não o Deus da obra. Sermões desse tipo poderiam ter como hino o que diz: "Sim, há de ser GLÓRIA PRA MIM, GLÓRIA PRA MIM, GLÓRIA PRA MIM". Um sermão bíblico aponta para outro caminho: o caminho da glória divina e da incapacidade humana; aponta para a honra a Cristo e a submissão do pecador. Qualquer coisa diferente disso é jactância mundana, não pregação bíblica: "É necessário que Cristo cresça e que eu diminua." (Jo 3:30)
Pregadores devem usar a Bíblia... não é o jornal do domingo, nem a revista semanal. Não é o multimídia com vídeos interessantes nem o livro mais vendido da semana. Púlpitos cristãos devem ter BÍBLIAS como base, como texto, como fonte, como fundamento. "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." (Sl 119:105) Sermões devem ser cristocêntricos. Os púlpitos de igrejas devem falar de Deus, de Cristo, do Espírito Santo, da Graça, da alma, da vida eterna, e não somente de efemeridades meramente psicológicas e socias. "Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. "(1Co 1:24) E por fim, o púlpito não é lugar para política. Há sermões que descem do Céu para tomarem as bandeiras das lutas sociais. Transformam o auditório bíblico em palanque de lutas partidárias ou ideológicas. Quando não, em época de eleições, cedem seus púlpitos para que políticos dêem seus recados. Isso é adultério espiritual. Para os políticos existem as tribunas. Para os pregadores os púlpitos. Política cuida do Reino do Mundo; Igreja cuida do Reino de Deus. "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele." (Mc 12:17) Pregadores devem ter postura, portanto, usar o microfone de igreja para esbouçar a sua preferencia politica, e seu desafeto partidário, define o seu caráter de pregador. Espero sinceramente que os nossos púlpitos melhorem em qualidade. Um bom púlpito pode transformar uma igreja. Um sermão qualificado em um pregador capaz pode ser a fagulha que acende um reavivamento na Obra do Senhor. Que sejamos pregadores fiéis em nome de Jesus.

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